quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

RAÍZES DA VIOLÊNCIA JUVENIL EM FORTALEZA





            A criminalidade alarmante em nossos dias tem elevado a nossa capital ao primeiro lugar na morte de jovens e adolescentes, segundo as últimas estatísticas anunciadas no final de junho pelo relatório de Violência Letal Contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, elaborado pelo sociólogo e coordenador do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz.

           Cotidianamente, temos ouvido notícias de que esta onda de criminalidades deve-se ao crime organizado que se instalou em nosso estado. Alguns apontam as razões de tanta criminalidade: à ineficiência da polícia, e outros da incompetência da justiça que desfaz o serviço da polícia soltando aqueles que deveriam estar por trás das grades.

          Mas, a verdade é que temos olhado somente para o final do processo, não olhamos para toda a cadeia em que se forma um marginal. queremos resolver somente o produto já está acabado. Pronto.

           No entanto, o processo é muito mais complicado, e se queremos diminuir os índices de criminalidade temos que olhar para toda a cadeia que se inicia com a família. A família em nossos dias, está desestruturada. Os valores estão invertidos. A base está fragilizada, e não podemos construir um prédio sólido sem alicerces apropriados.

         Quais os valores que estão sendo injetados no início da cadeia (que são nossas crianças)? Amor? Formação intelectual e cultural? Qual a perspectiva de vida que temos oferecido aos nossos jovens? Qual formação religiosa temos oferecido? Afinal de contas se não tratarmos a alma nada estaremos fazendo, pois o exterior reflete aquilo que está no interior, na alma do ser humano.

      Se não atentarmos para reverter este processo errôneo de formação de nossos jovens, e continuarmos excluindo estes valores essenciais em sua formação, o certo é que continuaremos produzindo marginais, e nada será mudado, cabendo muito bem aqui à velha comparação, que continuaremos “enxugando gelo”.







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