Cotidianamente, temos ouvido
notícias de que esta onda de criminalidades deve-se ao crime organizado que se
instalou em nosso estado. Alguns apontam as razões de tanta criminalidade: à
ineficiência da polícia, e outros da incompetência da justiça que desfaz o
serviço da polícia soltando aqueles que deveriam estar por trás das grades.
Mas, a verdade é que temos olhado
somente para o final do processo, não olhamos para toda a cadeia em que se
forma um marginal. queremos resolver somente o produto já está acabado. Pronto.
No entanto, o processo é muito mais
complicado, e se queremos diminuir os índices de criminalidade temos que olhar
para toda a cadeia que se inicia com a família. A família em nossos dias, está
desestruturada. Os valores estão invertidos. A base está fragilizada, e não
podemos construir um prédio sólido sem alicerces apropriados.
Quais os valores que estão sendo
injetados no início da cadeia (que são nossas crianças)? Amor? Formação
intelectual e cultural? Qual a perspectiva de vida que temos oferecido aos
nossos jovens? Qual formação religiosa temos oferecido? Afinal de contas se não
tratarmos a alma nada estaremos fazendo, pois o exterior reflete aquilo que
está no interior, na alma do ser humano.
Se não atentarmos para reverter este
processo errôneo de formação de nossos jovens, e continuarmos excluindo estes
valores essenciais em sua formação, o certo é que continuaremos produzindo
marginais, e nada será mudado, cabendo muito bem aqui à velha comparação, que
continuaremos “enxugando gelo”.

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