segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A DISCIPLINA DE HISTÓRIA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO



                                                                                                                    Pastor Flávio Neres






Ao longo dos tempos, percebemos uma constante mudança da forma de disseminação dos conhecimentos históricos. Há uma constante mudança nas determinações curriculares e do conteúdo a ser trabalhado em sala de aula, como podemos ver resumidamente a seguir.
Já em meados do século XIX que, sob influência dos pensamentos Liberais e Iluministas, houve uma valorização na área de humanidades destacando-se aqui as disciplinas de história e geografia que tiveram um papel de suma importância, à princípio, na instrução de jovens e crianças e na formação de uma identidade que afirma o sentimento de pertencimento a uma nação e seu espaço.
No Brasil, este intuito na formação de um espirito patriótico, a disciplina de história também teve um relevante papel na construção de uma memória histórico escolar.  Primeiro com as lições da guerra holandesa na formação dos mandatários de nossa nação e, posteriormente, com a inconfidência mineira na formação dos cidadãos brasileiros.
Somente quando estudamos a Escola de Annales, percebemos a grande guinada na finalidade do ensino de história, que se dava até então com a divulgação de uma biografia da nação como pedagogia na formação do cidadão. A proposta dessa escola se dava em abandonar a história guiada por fatos eminentemente políticos, e que assim se ampliasse a visão, passando a abordar aspectos econômicos, políticos, sociais, culturais, religiosos, etc.
Especificamente no Brasil, houve mudanças mais significativas depois da ditadura militar que terminou em 1985, mudanças essas ocorridas em respostas ás pressões exercidas pelo movimento de docentes de história, ampliando os temas abordados em sala de aula, sendo introduzido novos temas como o da história dos indígenas, dos afrodescendentes, da história da mulher e da criança.
Com a promulgação da Constituição de 1988, temos um avanço significativo na educação em todos os sentidos, que agora vem respaldada com garantias e direitos individuais e sociais. Podemos ver nesta carta a forte influência do Liberalismo Social. E esta mudança se reflete nos livros didáticos e nos programas de ensino de história em todo o Brasil, fazendo assim a introdução de novos temas que até então eram ausentes das aulas de história. Isso enriqueceu a formação/construção da cidadania e melhorou significantemente a qualidade do pensar historicamente dos alunos.
Embora tenhamos avançado tanto, todas essas conquistas foram em parte mal utilizadas nos últimos treze anos de governo do PT no Brasil, pois percebemos também que neste período foi introduzida uma carga ideológica, que trouxe também um grande mal para a nossa geração.
Vemos que os métodos e currículos têm mudado ao longo dos tempos e que o professor de história tem um papel fundamental na formação de novas gerações, na construção de jovens e crianças para o exercício de cidadania. Por isso, hoje o professor deve ter em mente que a compreensão dos métodos de ensino e os materiais usados são importantes, mas, acima de tudo deve ter a consciência do papel a desempenhar na busca dos mais elevados interesses sociais.





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