Pastor Flávio Neres
A
constituição de nosso país é muito clara com relação aos direitos individuais
como também aos direitos coletivos. Na constituição de 1988, vimos ampliados os
direitos individuais, permitindo uma maior proteção aos cidadãos em várias
áreas de sua vida. Daí ser conhecida está carta como “a carta cidadã”. Dentro
do Artigo 5°, por exemplo, são garantidos os diretos à vida, à liberdade, à
igualdade, à moradia e à segurança. Também é dado a todo brasileiro o direito
de exercer os cultos religiosos, seja qual for sua religião, o benefício de
trabalho, bem como a liberdade de expressão, dentre outros. Ainda dentro do
Artigo 5° da Constituição Federal, temos diversos princípios que asseguram
diversos direitos e garantias fundamentais e, dentro destes diversos princípios,
um dos mais importantes é o princípio da igualdade.
Aqueles que se declaram homossexuais são assegurados por esta lei
e têm plenos direitos dentro da sociedade em que vivem, são iguais a todos os
outros cidadãos como manifesta a constituição, e não podem ser descriminados.
Embora a minha crença não concorde com as suas práticas comportamentais, tenho
que respeita-los como cidadãos e seres humanos que são. Mas, assim como dispensamos
o mesmo tratamento aos homossexuais, devemos respeitar também os negros, nordestinos,
pobres, etc.
Mas, o que percebemos no Grupo Globo de Comunicações é que há um
verdadeiro desnível na balança da igualdade, pró-homossexuais, sendo assim
“quebrado” o princípio de igualdade que nos adverte a Carta Magna.
Vemos na programação da citada emissora uma ampla divulgação das
demandas dos homossexuais em toda a sua programação, e não vemos, por exemplo,
o mesmo empenho em divulgação de notícias e reportagens pró-negros e
nordestinos, não vemos uma ênfase na morte de milhares de cristãos em todo o
mundo por não negarem sua fé.
Já na questão dos homossexuais, é introduzido quase diariamente
algum assunto que trate do tema, quer seja veladamente ou diretamente. É bem
verdade que assim como é noticiado na imprensa, na Globo a grande maioria de
seus profissionais, pelo menos na dramaturgia, são declaradamente homossexuais.
Tudo bem, como vimos anteriormente é um direito, mas, usar um meio de
comunicação, uma formadora de opinião, para defender uma causa própria, assim é
demais.
Não se admire com o que vou falar, mas, devido ao bombardeio
direto em defesa desta causa, há pessoas que estão se tornando homossexuais
mesmo sem se aperceber, só porque é moda, e nós conhecemos o poder da mídia em
formar opiniões, não é mesmo? Mas, o pior não é só isso, o pior é que além de
exaltar um determinado grupo ainda incentiva o preconceito veladamente para
outros segmentos da sociedade, pelo menos é o que vemos nas novelas.
Os homossexuais sempre são apresentados como pessoas bem-sucedidas,
alegres e felizes. Os negros geralmente são apresentados por essa emissora como
empregados domésticos (E não vem aqui nenhum preconceito contra esta honrada
profissão). Mas, não haveria outras possibilidades para os negros? Não podem
ser empresários, médicos, advogados, etc.? E os nordestinos? São sempre aqueles
que estão morrendo de fome e fugindo de secas? E os evangélicos? São sempre
idiotas que são roubados por pastores e que são manipulados? “Fundamentalistas”
e “retrógrados”? Lembrando ainda que ser
negro ou nordestino não é uma opção, não é um comportamento, mas, se nasce
assim e assim deve ser respeitado de forma igual aos demais brasileiros.
Na realidade, a Globo extrapola querendo fazer dos homossexuais
uma raça superior, um grupo seleto, especial (sabemos que em defesa própria),
mas, isso foge completamente ao que orienta a nossa Constituição, oremos para
que essa mentalidade seja mudada e que todos verdadeiramente sejam iguais nesta
nação, e que os olhos de nosso povo sejam abertos, e distingam o que é
manipulação e o que é informação.

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